editorial
josé antónio de sousa

A revolução do digital no setor segurador

1. Liberty Seguros vence Índice da Excelência

Hoje a capa da nossa Liberty em Acção é especial, porque se trata de uma edição especialíssima. Celebramos mais uma distinção, que nos foi atribuída no seguimento do estudo de clima organizacional em que participámos no final de 2016. Partilho um link em que poderão saber tudo sobre este estudo:

http://hrportugal.pt/2017/02/10/conheca-as-empresas-vencedoras-do-indice-da-excelencia.

A última participação da Liberty Seguros em estudos de clima organizacional teve lugar em 2014, no estudo do chamado Prémio de Excelência, que era uma iniciativa conjunta da Heidrick & Struggles, do Diário Económico (entretanto extinto) e do INDEG-ISCTE. O voto da esmagadora maioria dos Colaboradores desta casa deu-nos então, pela terceira vez consecutiva, o primeiro lugar no grupo das grandes empresas e no setor financeiro!

Em finais de 2016, a convite dos organizadores, decidimos voltar a participar, e fizemo-lo através da participação no agora chamado Índice da Excelência.

O Índice da Excelência é um estudo de clima organizacional e desenvolvimento do capital humano, realizado pela Neves de Almeida | HR Consulting, em parceria com as revistas Human Resources Portugal e Executive Digest e o INDEG-ISCTE, através do qual se analisa o estado de arte das práticas de gestão de talento em Portugal e se premeiam as entidades que mais investem e apostam nesta área.

Enquanto empresa, estamos profundamente orgulhosos por os nossos Colaboradores nos considerarem merecedores desta distinção. Como qualquer outra empresa, não somos perfeitos, mas tudo aquilo que fazemos, ou procuramos fazer, é tratar os Colaboradores com honestidade e genuíno interesse, oferecer a todos um ambiente de trabalho em que se sintam estimulados e gratificados, em que reconheçam que nos esforçamos para, dentro das nossas possibilidades, implementar um sistema assente na premiação e celebração do mérito individual e no seu contributo individual ao êxito coletivo, e em que procuramos ser profundamente sensíveis ao tema do equilíbrio saudável entre as necessidades derivadas da vida profissional e a fundamental dedicação à vida pessoal e familiar. Mais um motivo para celebrar!

2. Economia digital/IoT/Web Summit

Portugal acolheu o Web Summit em 2016. Ganhou, aparentemente, o contrato pelos próximos cinco anos consecutivos, ou seja, para já organizaremos o Web Summit até 2020, incluído. Não deixou de ser curioso que, mesmo antes de o Web Summit de 2016 terminar, a organização já estava a colocar bilhetes para 2017 à venda com desconto, que esgotaram como pão quente! Isto é que é estratégia de retenção de clientes!

O Web Summit é um evento que hoje em dia é referencial a nível mundial. É um espelho no mundo daquilo que se convém chamar a revolução tecnológica, que está a ser induzida e fortemente impulsionada pela IoT (Internet of Things ou Internet das coisas), que está a permitir conectar dispositivos eletrónicos utilizados na nossa vida quotidiana (eletrodomésticos, os nossos carros, máquinas industriais, etc.) à Internet, revolucionando os processos e a forma de fazer transações como os conhecíamos.

Um pequeno exemplo, que é muito recente. Hoje em dia pode-se ir ao Jumbo (um supermercado) abastecer gasolina e a transação ser efetuada com base na matrícula (https://www.automatric.com/ComoFunciona.aspx?idioma=pt-PT), ou seja, para abastecer o nosso carro nem precisamos de entrar na loja da bomba para pagar, nem sequer é preciso ter na mão dinheiro, cartão Frota ou cartão de crédito. Se pensarmos um pouco, são vários os modelos de negócio que são afetados por esta evolução. Os cartões Frota e os cartões de crédito deixam de ser necessários para efetuar uma operação de abastecimento de combustível, as lojas dos postos de gasolina, tendencialmente, deixarão de existir, porque, para abastecer, as pessoas já não precisam de entrar, pelo que vários postos de trabalho ficam em risco…

Uma revolução tecnológica está a alterar de forma dramática tudo aquilo que sabíamos ou pensávamos sobre as relações de trabalho, a forma como o trabalho se organiza nas empresas, a interação social, a própria política e mesmo as nossas vidas quotidianas. O setor segurador não é exceção. O digital veio torná-lo mais eficiente, mais rápido, mais preciso, mais justo e equitativo para os segurados.

Ainda não experimentei, mas certamente irei fazê-lo. O Jumbo foi o «disruptor» nesta área, porque não é um dos ofertantes tradicionais. As marcas tradicionais, com postos de gasolina tradicionais (Galp, Cepsa, Repsol, etc.), irão certamente seguir-se, mas terão maiores dificuldades e mais barreiras (quanto mais não seja psicológicas) em fazê-lo, porque o modelo de negócio deles inclui a utilização dos cartões Frota e a venda de produtos nas lojas dos postos de gasolina (no posto do Jumbo o cliente não compra numa loja de posto, que no Jumbo não existe, mas no supermercado, que está ao lado e tem produtos mais baratos).

Outro exemplo. Não vi ainda em funcionamento um refrigerador que me dizem existir já e que tem câmaras de vídeo que registam os produtos (por género, mas também por marcas de preferência do consumidor!) que se adquirem e colocam dentro do refrigerador. O próprio refrigerador, de forma automática, sem a nossa intervenção, quando se aproxima a rutura do stock, faz a encomenda ao supermercado, que oferece um serviço de compra via Internet. Ou seja, o consumidor deixa de ter de se preocupar em levar a agenda daquilo que vai faltando e de perder tempo a ir comprar à loja física do supermercado… Vejo aqui também neste exemplo vários modelos de negócio que serão afetados por esta tecnologia, ligando, via Internet, um supermercado a um frigorífico (!), e que poderá ter um impacto forte e permanente em muitos hábitos e comportamentos de consumo!

A Web Summit transformou-se em muito poucos anos. Quando começou, era uma reunião de um grupinho de 400 geeks (nerds, apaixonados por tecnologia), que se encontraram pela primeira vez há seis anos, e passou a ser uma reunião global de tecnologia. Esta edição de 2016, em Lisboa, bateu todos os recordes anteriores, garantindo a presença de mais de 53 000 pessoas, desde CEO de empresas tecnológicas, passando por fundadores de start-ups, investidores e business angels, até líderes políticos que estão a promover a revolução tecnológica a nível mundial e, obviamente, também muito público consumidor interessado no último gadget ou em entender para onde é que a tecnologia nos está a levar.

Como dizia Paddy Cosgrave, o fundador do Web Summit, hoje em dia não se pode falar numa «indústria de tecnologia». Hoje em dia há indústrias que estão a sofrer uma revolução tecnológica, estejam elas em que setor de atividade estiverem. A revolução tecnológica está a alterar de forma dramática tudo aquilo que sabíamos ou pensávamos sobre as relações de trabalho, a forma como o trabalho se organiza nas empresas, a interação social, a própria política e mesmo as nossas vidas quotidianas, como vimos em dois pequenos exemplos lá atrás.

O setor segurador não é, obviamente, exceção. O digital veio revolucionar muitos processos no setor segurador, torná-lo mais eficiente, mais rápido, mais preciso, mais justo e equitativo para os segurados. O digital permitiu o nascimento de modelos de negócio como as companhias diretas, sem intermediários, que, no entanto, ainda lutam pela conquista de consumidores que as tornem rentáveis. Essas companhias fazem depender o seu modelo de negócio do menor preço praticado ao consumidor, segundo elas, pela eliminação do intermediário, mas como gastam tanto ou mais em televisão, rádio e imprensa para anunciar-se e atrair clientes do que gastariam se trabalhassem com profissionais da venda, e como têm, de forma geral, sinistralidades superiores (o processo de underwriting, mais distante do cliente, permite que maus clientes obtenham cobertura de seguro barata, em vez de pagar o prémio adequado ao risco que representam), acabam por ter maiores dificuldades em conseguir chegar ao ponto de equilíbrio financeiro. Têm acionistas pacientes…

Mas se até hoje a tecnologia serviu para aumentar a eficiência de forma paulatina e gradual, permitindo que houvesse ganhos de produtividade significativos, sem grandes traumas, uma revolução está prestes a ocorrer, que pode ter significativas implicações para o setor e sobretudo para quem ainda nele trabalha.

Se até agora os robots digitais tinham tido um impacto arrasador nos processos industriais [falaram-me de uma fábrica que já teve mais de 1 000 trabalhadores em linha de produção, mas na qual agora todos os processos de fabrico são conduzidos por apenas dois (2!) humanos numa sala assética de computadores, tipo bunker inexpugnável], está a chegar o momento do setor de serviços. Recentemente fiz um cruzeiro em que um dos bares a bordo era «gerido» e operado por um monitor de computador e um robot. O cliente encomendava a bebida que pretendia passando o seu cartão pelo leitor do monitor e o robot preparava e entregava a mesma…

E no Japão há uma seguradora de vida a testar a substituição de empregados administrativos por robots da IBM. (Ver o link www.noticiasaominuto.com/tech/715948/empresa-substituiu-trabalhadores-por-robots-ja-este-mes.)

São desenvolvimentos que assustam, como tudo aquilo que é território desconhecido. Mas não nos deveriam assustar mais do que o que devem ter experimentado aqueles que há 500 anos partiram de Portugal em cascas de noz frágeis, enfrentando mares nunca dantes navegados, como é retratado no magnífico filme de Scorsese Silêncio, estreado em Portugal em janeiro de 2017, o mês em que Donald Trump assume a presidência do país mais poderoso do planeta. Isso, sim, é que é matéria para pensar e seguir com cautela!

3. «É preciso perder a vergonha de ir buscar dinheiro a quem está a acumular dinheiro»

Esta frase, proferida numa sessão parlamentar por uma deputada do Bloco de Esquerda para anunciar mais um enorme saque fiscal (imposto sobre o património imobiliário em paralelo ao IMI), ficou tristemente famosa. De forma injusta, em minha opinião, porque até concordo com essa frase (adoro impostos), e certamente todos os cidadãos do mundo, menos aqueles que ela deveria visar, concordarão, mas só e apenas desde que passe a ser dita da seguinte forma: «É preciso perder a vergonha de ir buscar dinheiro a quem está a acumular dinheiro DE FORMA ILÍCITA.»

Este pequeno apêndice faz toda a diferença do mundo numa sociedade civilizada. Acumular dinheiro, ganho de forma lícita e transparente, depois de cumprir escrupulosamente as obrigações fiscais no país de residência, não é crime, é saudável, legítimo e desejável. Tomara todos os cidadãos portugueses poderem ganhar o suficiente para satisfazer as suas necessidades básicas, poderem permitir-se pequenos luxos de quando em quando e ainda terem fôlego financeiro para acumular e poupar for a rainy day («para um dia de chuva», como dizem os anglo-saxónicos).

Chama-se a este processo elementar de satisfação de necessidades básicas, como casa, saúde, transportes, educação e férias, mais pequenos luxos esporádicos, como troca de carro utilitário a cada cinco ou seis anos, mais formação e acumulação de poupança, a «formação de uma classe média», algo que é a base de sustento de qualquer país desenvolvido.

As lutas de trabalhadores na Europa a partir da Revolução Industrial no século XIX foram conduzidas com este objetivo primordial em vista, ou seja, permitir aos trabalhadores partilhar uma quota-parte mais justa da riqueza produzida, de forma a que pudessem, legitimamente, aspirar a ascender à classe média do país. É a formação de uma classe média forte e com poder de compra (não endividada até ao tutano e sem capacidade de pagamento de dívidas, como a nossa «pseudo» classe média) que permite às sociedades modernas desenvolverem-se de forma harmoniosa, criando riqueza. Com um par de guerras terríveis pelo meio, essencialmente por questões mal resolvidas de natureza territorial, esta é a história da Europa nos últimos 150 anos, e a Europa só está a perder o estatuto que adquiriu, e que a fez ser a inveja do mundo, porque a casta de políticos que assentou arraiais em Bruxelas perdeu completamente o norte, perdeu de vista o que nos fez ser grandes, civilizados e ricos.

É simplesmente lamentável que a esquerda nacional, aquela que antes da «geringonça» não fazia parte do famoso «arco do poder» e que, por via de regra, exceções (e há-as também…) confirmam a regra, é mais «pudica» na gestão de dinheiros públicos do que a direita e a esquerda do «arco do poder», seja sempre tão entusiasta na defesa das causas mais aberrantes e coloridas (no momento em que escrevo andamos com a questão da eutanásia na lista de desejos dessa esquerda), que têm impacto apenas em pequenos grupúsculos marginais da sociedade, sendo menos importantes para a esmagadora maioria da população, mas que não saltem às barricadas na defesa intransigente de legislação dura que vise dificultar seriamente as manifestações de corrupção na sociedade, penalizando-as de tal maneira que sejam dissuasoras da sua prática.

A corrupção, tema recorrente nestas páginas em várias das quase 50 edições desta revista, ou seja, o dinheiro ganho por meios ilícitos (e muitas vezes, quase sempre, a expensas do património coletivo), é o imposto mais abjeto e nefasto para uma sociedade. Aquilo que anualmente escapa às malhas da economia formal para enriquecer de forma ilícita uma casta de privilegiados, sempre em associação íntima a alguma instância do poder, no governo local ou nacional, e que, nas estimativas mais modestas, chega a atingir em Portugal algo como 30% do PIB (mais de 50 mil milhões de euros), dava para que Portugal pagasse rapidamente a sua dívida pública externa e, a partir daí, pudesse dar uma vida fantástica, de primeiro mundo, à totalidade da sua população. Sem ter de assaltar os bolsos de quem quer que seja…

Mas se até hoje a tecnologia serviu para aumentar a eficiência de forma paulatina e gradual, permitindo que houvesse ganhos de produtividade significativos sem grandes traumas, uma revolução está prestes a ocorrer, que pode ter significativas implicações para o setor e sobretudo para quem ainda nele trabalha.

Escrevo estas linhas no início de 2017, após um ano em que a crispação na sociedade diminuiu drasticamente. Efeito do convívio amigável entre a «geringonça» de sustento ao governo de turno e os afetos presidenciais, algo de que o país estava a precisar como qualquer esfomeado precisa de pão para a boca. Que a crispação tenha sumido do panorama noticioso não resolveu, no entanto, um único problema do país. Ajudou, isso sim, a que os níveis de confiança da população subissem a níveis pré-crise novamente e a que no Natal de 2016 se gastasse dinheiro em consumo de curto prazo como há pelo menos uma década não se via, como se o mundo acabasse amanhã. Trata-se agora de garantir que esta aparente paz (podre?) política e social possa alicerçar esforços sérios de preparação da economia portuguesa para o futuro. Não é possível continuar a fazer política como até agora, ou rapidamente nos encontraremos novamente numa fossa da qual apenas com o regresso de troikas e quejandos conseguiremos sair.

Por muito adormecidos que estejamos, graças ao pão e circo que nos tem sido servido ao longo destes últimos anos, ninguém mais perdoaria a esta casta de políticos que caíssemos novamente numa situação como a que vivemos em 2011. Quem não tem memória curta lembra-se perfeitamente de que ficámos a poucas semanas de não ter dinheiro para pagar salários ao funcionalismo público e as reformas aos aposentados deste país. Sim, ninguém o diz abertamente, mas estivemos a poucas semanas de um default! E nada nos garante que não voltemos ao mesmo ponto de partida se não encararmos o inverno que agora chega como a formiga da história e continuarmos a pensar que a estratégia da cigarra é a que nos serve melhor.

No final de 2016, as páginas dos jornais voltaram a encher-se de notícias destapadas por um dos escândalos mais abjetos que vi em toda a minha vida. O da negociata escabrosa do plasma sanguíneo em benefício de elementos de um gangue que está referenciado em várias frentes. Nas palavras de um magistrado altamente colocado, sempre que se puxa um fio dessa mesma meada de corrupção destapa-se um novo escândalo. Diz o mesmo magistrado que o que ainda está por vir, sempre à volta da corrupção gerada pelos mesmos que andam nos jornais há anos, é extremamente significativo, e que infelizmente a instrução dos dossiers e dos processos não consegue andar mais rápido porque nos últimos anos aposentaram-se umas largas dezenas, quando não centenas, de inspetores e investigadores públicos e o governo não permite que se reponham os quadros!

Ou seja, como o poder político não consegue controlar o poder judicial (e é assim que deve ser numa sociedade civilizada), trata de o impedir de fazer o seu trabalho por manifesta falta de recursos! Os processos arrastam-se pelos corredores dos tribunais até à sua prescrição. Eis aqui uma área em que seria fundamental que todas as forças políticas abraçassem causas legislativas que tornassem mais fácil e eficiente a produção de prova nos crimes económicos e de corrupção, e portanto o seu combate. Aí, sim, entraremos no século XXI e poderemos sonhar com ser independentes.
A nossa independência não depende de sairmos ou não do euro. Depende, isso sim, de gerir melhor a riqueza que o país produz, não permitindo que uns quantos, sejam quem forem, se apoderem da mesma em detrimento da coletividade. Esta é uma causa nobre e justa que não tem cor política. No dia em que a esquerda e a direita derem as mãos para matar a corrupção de raiz, este país iniciará o rumo à riqueza e à independência nacional.

jose.de.sousa@libertyseguros.pt


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